Imperialismo Britânico e Russo II

James Connolly

1898


Publicação: Workers' Republic, 10 de setembro de 1898.

Transcrição: Einde O'Callaghan.

Tradução e HTML: Guilherme Corona.

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Quando as propostas de desarmamento russas foram inicialmente discutidas, nós, sozinhos entre jornalistas irlandeses, caracterizamos elas como desonestas e o coro de elogios que elas angariaram pela Europa como hipócrita. Uma curta semana bastou para provar a veracidade da nossa posição... Quase não há capitais na Europa nas quais a Grã-Bretanha não tenha sido elogiada pelo resultado positivo da batalha de Cartum; elogiada pelos mesmos homens (e jornais) que uma semana antes estavam ostentosamente cantando hinos de amor fraternal por todos os homens, e lamentando a cruel necessidade da guerra... A ocupação britânica do Egito, do bombardeamento de Alexandria até este último massacre em Omdurman foi um único e prolongado empreendimento criminoso, concebido e executado inteiramente nos interesses dos donos de ações egípcias e capitalistas especuladores.

"A Índia é vista pelos seus governantes estrangeiros como uma enorme fazenda de gado humano para ser trabalhada somente no interesse da nação dominante. O que quer que seja feito com seus vastos recursos internos, é feito em benefício do povo indiano, mas primariamente com vista nos dividendos que as classes investidoras da Inglaterra possam tirar de tal desenvolvimento." Limerick Leader, julho de 1897.

O inimigo, como nossos jornais irlandeses o chamam, lutou pelo seu lar e pela sua liberdade; os britânicos levaram fogo e espada e desolação a uma terra e a um povo que nunca os machucou, um povo que não poderia ter impedido sua conquista, mesmo do baixo Egito, mesmo que quisessem. Mas a Grã-Bretanha triunfou. Glorioso triunfo!